PARE DE ACREDITAR NO ESTADO

O título que adotamos no presente artigo é uma paráfrase. Bruno Garschagem, cientista político, é autor do livro “Pare de Acreditar no Governo”.

Rodrigo Pires
Valdir Perazzo
Constata isso com relação à economia brasileira. A crença exagerada do povo na iniciativa econômica pública. Preferimos adotar o título “Pare de Acreditar no Estado“ para demonstrar como no Acre o Poder Público tem presença predominante na economia. Isso na quase totalidade dos municípios.

Para demonstrar essa presença excessiva (quase sufocante) do Estado na Economia Acreana, vamos nos valer dos dados estatísticos da própria Administração Pública, que estão compaginados no livro “Acre em Números, ano de 2017”. Os números que vamos salientar contradizem o que é afirmado pelo Governo, desde a apresentação do trabalho. Diz o Governo: “Acre em números mostra porque este Estado Amazônico chama a atenção do mundo com sua política de sustentabilidade“.

Depois de, na apresentação do trabalho ser afirmado que o Acre chama a atenção do mundo pela sua política econômica sustentável, verificamos a gritante contradição na página 105, em que destacamos o que se segue. Dos 22 (vinte e dois) municípios acreanos, 18 (dezoito) deles tem como maior fonte de receita econômica a Administração Pública. Impressionam os dados relativos a alguns deles: 1) Jordão – 14,4% referente à Agropecuária, 3,7% referente à indústria, 10,9% de serviços e 71,1% referentemente à Administração Pública. Esse município é, praticamente, uma Autarquia. 2) Santa Rosa do Purus – 23% referente à Agropecuária, 2,9% referente à Indústria, 9,2% de serviços e 64,6 referente à Administração Pública. Seria outra autarquia. Dos 22 (vinte e dois) municípios, dez deles, mais de 50% de suas receitas são oriundas do Poder Público.

O Brasil inteiro hoje repudia o elevado grau de corrupção. O acreano é brasileiro. Também faz coro com o restante da população do país para repudiar a imoralidade que se instalou na Administração Pública, em todos os seus níveis: federal, estadual e municipal.
Em seu festejado livro, Bruno Garschagen constata a contradição em que incorrem os eleitores brasileiros. Diz ele: “As pessoas odeiam os políticos, mas veneram o Estado“. Repita-se. Os dados apresentados (relativamente ao Acre) são de 2017. Já estamos sob a égide de várias administrações com o mesmo projeto, que já perdura por quase uma vintena de anos. Não se logrou até agora uma virada para uma economia em que prevaleça a iniciativa privada, fazendo com que as pessoas não dependam do governo.

Há hoje um forte desejo de redução dos impostos, da burocracia, do funcionalismo público, enfim, da presença sufocante do Estado que nada produz. O Conselho Nacional de Justiça – CNJ, através da sua agência de notícias, da lavra do jornalista Manoel Carlos Montenegro, publicou longa matéria, reproduzida no “site Ac 24 horas” na data de 06 de junho de 2017, retratando as condições precárias do sistema penitenciário do Acre, reflexo dessa opção equivocada por uma economia absolutamente dependente do Poder Público. O quadro é simplesmente dantesco!
Tudo em razão do engodo que se criou com o implante de um projeto socialista. Estamos no caminho da servidão. No rumo do que dizia Hayek: “Sem liberdade econômica, as demais liberdades também acabam”. Quanto mais o governo planeja a economia, menos liberdade sobra para os planos dos indivíduos. Insistir nesse projeto (socialista) é um tiro no pé. É o caminho da servidão.

Portanto, independentemente de quem seja o próximo governante, o maior compromisso com o Acre e os acreanos, deve ser a redução do Estado, enquanto máquina pública, facilitando a prevalência do capital; ao invés do poder público, dando-se ênfase a iniciativa privada, geradora de emprego e renda, enfim, criando-se um Estado Mínimo. Liberal capitalista.

Chegou a hora da liberdade!
Rodrigo Pires é Empresário.
Valdir Perazzo é Advogado.
Ambos integrantes do Instituto Liberal Acreano – ILAC

Deixe seu comentário

comentários